sábado, 20 de março de 2010

Nós fomos limpar Portugal!

Este é um blog de leituras, é verdade, mas há iniciativas que é fundamental divulgar por todos os meios e o projecto "Limpar Portugal" é uma delas.
A minha Escola, a ESCO, uma Escola Profissional, além de se empenhar em formar bons profissionais, tem uma preocupação ainda maior, formar bons cidadãos. Assim, e como em tantas outras iniciativas, juntámo-nos a este projecto e lá fomos limpar Portugal.
O tempo estava mau, houve desistências (havia 24 inscritos pela nossa escola e apareceram 11), mas os que ficámos (professores, alunos e um psicólogo) entregámo-nos à tarefa de alma e coração... e com boa disposição!
Ali para os lados de Santa Cruz, varremos um pinhal, estrategicamente, como numa batida, recolhendo os mais variados detritos. Descobrimos que os portugueses são... muito desleixados, para não usar outras palavras mais feias que nos foram ocorrendo. Carregámos lixo e mais lixo, sujámo-nos da cabeça aos pés, ficámos exaustos, mas também rimos e brincámos, descobrimos mais sobre nós próprios e uns sobre os outros, lado a lado.
Foi uma boa experiência, diferente na forma, mas semelhante a tantas outras em que temos participado nesta escola, lado a lado, alunos, professores e funcionários. Afinal, nem tudo está mal nas escolas portuguesas, os alunos e os professores não estão todos e não estão sempre em lados opostos das barricadas. Nos tempos que correm é importante dizer isto.



Nós, na ESCO, fomos limpar Portugal... e reforçar laços que nos fazem crescer, a todos ,e nos tornam melhores cidadãos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa Lobato Faria... partiu...

imagem in http://www.ionline.pt/conteudo/44957-rosa-lobato-faria-marca-para-sempre-panorama-cultural-portugues-diz-luis-andrade


No dia 20 de Janeiro de 2009, escrevi neste blog um post sobre "As Esquinas do Tempo" de Rosa Lobato Faria. Este livro abriu-me a porta para uma escritora que não conhecia como tal e fez-me ver esta mulher de uma outra perspectiva. Conhecia-a sobretudo como actriz (que não apreciava particularmente nas novelas, mas de que gostei em programas de humor) e como letrista (aí sim, já me agradava mais) e foi então que descobri uma escritora que passei a apreciar muito. Foi assim que fui vendo e descobrindo esta mulher, actriz, letrista e escritora.
Há uns tempos soube que havia estado doente, mas hoje foi com espanto e pesar que recebi a notícia da sua morte. Ainda teria decerto muito para dar...
A esta mulher e escritora, que deixou um legado importante à cultura portuguesa, presto aqui a minha homenagem, um ano depois de a ter descoberto como escritora. É verdade que partiu, mas a sua obra fica connosco.
...Um ano depois, mais uma vez, obrigada, Rosa Lobato Faria!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Livros que são gritos

Decidi inaugurar os posts de 2010, com referência aos livros que recebi no Natal. Afinal, valem a pena! Começo por referir "Gritos contra a Indiferença" de Fernando Nobre. Já havia lido muitos dos relatos de "Viagens contra a Indiferença" do mesmo autor, testemunhos de experiências deste homem, médico em missão da AMI, pelos mais diversos países do mundo, em situações de catástrofe natural e humana. É nesta linha que surgem também estes gritos de revolta e luta perante as injustiças deste mundo. Nas palavras do próprio autor - "Como não me inquietar quando vejo a paz global tão ameaçada e os Direitos Humanos tão espezinhados? Como não interpelar quando assisto à degradação contínua do nosso planeta Terra e ao seu esgotamento, provocado por uma ganância louca, sem freio nem nexo?". Neste início de 2010, este livro ganhou, infelizmente, ainda mais sentido.


O Natal trouxe-me ainda outro livro especial "A Ilha Debaixo do Mar" de Isabel Allende (sempre Isabel Allende, escritora que me toca de forma ímpar). É a história de Zarité, uma escrava que, mesmo nessa condição, consegue, pela bondade e pelo amor, atingir a tão desejada liberdade. Este é afinal também um grito, neste caso pela liberdade, não pelo ódio, mas pelo mundo e pela liberdade.

Há, de facto, livros que são gritos, livros que aspiram a um mundo melhor... e como a Humanidade precisa de esperança e lutar por um mundo melhor nos tempos que correm!

Recebi ainda um cheque-livro para comprar um ou dois livros, resta-me decidir quais.

Por agora, aqui ficam estas sugestões a que me vou dedicar de seguida. Bom Ano a todos! Espero que 2010 se torne bem mais auspicioso para este mundo do que está a ser este mês de Janeiro...


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Leituras leves para o Natal

Neste mês de Dezembro, no meio de tanto trabalho, testes, correcções, notas e reuniões, fiz uma pausa na leitura de “Caim” (que começou muito bem, mas de momento me cansou) e decidi ir à estante e escolher leituras leves. Estava a precisar. Assim, li, quase de uma assentada, três livros – “Razões do Coração” de Rosalind Laker, “Ninguém como tu” de Anna Casanovas e “A Villa” de Nora Roberts.


"Razões do Coração" - A história de Lisette, uma menina que vira mulher e cuja vida dá muitas voltas e reviravoltas, cruzando-se com Daniel, responsável por espectáculos da “lanterna mágica”. Esta história leva-nos ao final do séc.XIX, ao tempo e experiências dos Lumiére, ao nascimento do cinema. Uma intriga que se desenrola entre a França e Inglaterra e que nos envolve. No entanto, ou muito me engano, ou há erros cronológicos na acção. A protagonista é, no início, apresentada com uma idade que, no desfecho, se torna impossível. Não será, na minha opinião, um grande livro, mas é fácil de ler e a história envolve-nos e conquista-nos, apesar das pequenas desilusões como o erro cronológico que referi.


"Ninguém como tu" - Ágata, residente em Barcelona, viaja para Londres para um estágio profissional e para dar uma volta à sua vida, ficando alojada em casa de Gabriel, o melhor amigo do seu irmão mais velho. No entanto, muitas coisas novas a esperam por lá. É a típica história de amor com final feliz, mas é também uma história bem contada, com uma acção que faz sentido e nos conquista. Fiquei com vontade de ler outros livros da autora o que, para mim, é muito bom sinal.



“A Villa” de Nora Roberts conquistou-me (como tantas vezes acontece) pela capa e pelo título e não me desiludiu. É a história do clã Giambelli, família italiana de tradições vitivinícolas, que tem em três mulheres, avó, mãe e neta, na Califórnia, os seus pilares. Família esta que se cruza com outro clã, os Macmillan, formando uma forte sociedade que preparará os seus herdeiros para honrarem a tradição e assumirem a continuação da empresa. Uma história muito bem contada, como costumam ser as desta autora. Difícil de parar de ler, foi a muito custo que o li em dois dias, porque a vontade era de ler em sessão continua.


Para terminar esta partilha, permito-me destacar a dedicatória que Nora Roberts faz no seu livro, com a qual concordo e me soa a lema de vida...

“À família, que cria as raízes.

Aos amigos, que as fazem florescer”

…e quem disse que as leituras leves não nos enriquecem?....

domingo, 27 de dezembro de 2009

Boas Festas!

A todos os visitantes deste blog, aos amigos que conheço pessoalmente e aos que ganhei na blogosfera, desejo Boas Festas! Que o Natal tenha sido vivido com alegria, saúde e harmonia e o Novo Ano de 2010 se apresente pleno de boas energias, saúde (sempre! porque sem ela, nada feito), amor, alegria... e muitos livros!

Por falar em livros, descobri esta imagem, através do Google, no blog "Facing the wind" (num post de 20 de Dezembro de 2008) e achei-a fantástica! Uma árvore de Natal de livros!

Voltarei em breve para falar dos livros que entretanto li e dos que recebi, ultimamente o tempo tem sido pouco, mas não me esqueci deste cantinho e dos cantinhos que aqui referencio.

Beijos e abraços calorosos a todos os amigos da blogosfera e aos amigos dos livros! :)

Ah, e livros é o que continuo a pedir para a minha Escola, porque promessas chegaram e com muito boa vontade, mas livros ainda não ):


imagem in http://facingthewind.blogspot.com/2008_12_01_archive.html

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inundação de selos! Muito obrigada!

Começo por pedir desculpa a todos quantos ofereceram selos a este blog e aos quais ainda não agradeci, mas o tempo tem sido curto e os selos muitos. Agradeço desde já a todos pelo carinho!

Os selos serão exibidos na barra lateral deste blog, uma vez que se torna impraticável exibi-los todos neste post. Quanto às regras, são muitos os que as trazem, mas vou tomar a liberdade de cumprir apenas as que considero mais interessantes.

Gostaria ainda de destacar um selo em especial pela sua originalidade, que é "Este Blog é um Chocolate para a Alma" da autoria do blog com o mesmo nome e que pretende celebrar o seu primeiro aniversário, não tendo quaisquer regras obrigatórias. Parabéns, Rita! À Rita tenho também que agradecer os seguintes selos: "Este blog merece um grande abraço"; "Este blog é um sonho"; "Um pouco de mim em 5 revelações".

Agradeço também o selo do Chocolate para a Alma à Ana, de Livros, O Meu Vício, além do "Selinho Blog Perfeitinho".
Tenho ainda que agradecer à Marta, da Chuva de Livros, uma chuva de selos: "Por este blog dava meu coração"; "Este blog é uma realidade utópica de tão lindo"; "Prémio Dardos" e "Você surpreendeu e me conquistou".
Um obrigado especial também à Flicka, de Mil Livros, Um Sonho pelo selo "Este blog cultiva amizades" e à Celsina de Uma Janela Secreta.

E agora vamos ao cumprimento de algumas regras.



Referentes ao selo "Por este blog dava meu coração":

1 - Algum blogue te ajudou a blogar no início? (dicas, receptividade, incentivo) Sim, uma amiga que tem um blog e os amigos que conheço e os que não conheço que foram deixando comentários no meu blog.

2 - Qual foi a sua fonte inspiradora?
A minha querida amiga IM do blog Ao Sabor dos Livros.

3 - Blogar é muito gratificante quando?
É gratificante sempre, porque só escrevo quando me apetece realmente partilhar ideias, experiências e emoções.

4 - O mundo da blogosfera seria mais interessante 'se'?
Para mim á já bastante interessante, porque só visito blogs que me interessam e de que gosto.

5 - Quanto tempo dedica ao blogue e em que horário
você gosta de blogar.

O tempo que dedico é muito variável, depende da inspiração e disponibilidade de tempo. Quanto ao horário, sem dúvida que gosto de blogar à noite. A noite é que me traz a inspiração.


6 - Seu coração blogueiro não se engana quando? (referente a outro blogue ou blogueiro)
Quando considero que o blog que visito é feito com dedicação e gosto.


Agora cumprindo as regras de "Um pouco de mim em 5 revelações":


Complete as seguintes frases
Eu já... cumpri alguns sonhos
Eu nunca... saltei de páraquedas, mas gostava de experimentar
Eu sei...
que a vida é curta, por isso gosto de sorrir para que me sorria de volta e valha a pena cá andar
Eu quero... "viajar, perder países"... como dizia o grande Pessoa
Eu sonho...
com um mundo melhor para o meu sobrinho e todos os que agora são crianças. Eu tentarei fazer o que puder nesse sentido.


Por fim, deixo aqui o selo do abraço para todos os que me atribuíram selos e para todos os que aqui passarem e o quiserem levar. Muito obrigada por estarem aí desse lado!




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A Sombra do Vento - enfim acabei!


E finalmente cheguei ao fim! E valeu a pena! Este processo de leitura foi longo... Daniel Sempere acompanhou-me neste longo processo. Comecei por gostar bastante, depois "mastiguei" durante muito tempo até que "dobrei o Cabo das Tormentas" e reencontrei a emoção nas últimas 200 páginas que devorei em algumas horas. Magistral!
O que me aconteceu com este livro acontece-me poucas vezes, mas acontece. Há alturas da vida em que pego num livro e me é difícil acabar de lê-lo, pelas mais variadas razões. No entanto, não tenho por hábito desistir, nem começar a ler outro (não me dá muito jeito ler mais do que um livro em simultâneo). Aconteceu-me, por exemplo, há uns anos com "Viver para Contá-la" de Gabriel Garcia Marquez.
Voltando a "A Sombra do Vento", a história de Daniel, da caneta de Victor Hugo, e do seu Júlian Carax começou por me encantar, depois perdi-me, comecei a achar demasiada fantasia, um enredo algo inverosímel, mas depois deu-se o "clic" - o livro agarrou-me novamente e o desfecho foi surpreendente, mas tornou tudo claro e lógico, uma trama magistralmente tecida. É aqui neste pormenor que, na minha modesta opinião, se distinguem os grandes escritores, não desiludem, sustentam e superam as nossas expectativas.
E assim se fechou o ciclo, com a cumplicidade e a magia de um pai e um filho a caminho do Cemitério dos Livros Esquecidos...

PS - agora vou dedicar-me ao "Caim" de Saramago, estou muito curiosa!