
E finalmente cheguei ao fim! E valeu a pena! Este processo de leitura foi longo... Daniel Sempere acompanhou-me neste longo processo. Comecei por gostar bastante, depois "mastiguei" durante muito tempo até que "dobrei o Cabo das Tormentas" e reencontrei a emoção nas últimas 200 páginas que devorei em algumas horas. Magistral!
O que me aconteceu com este livro acontece-me poucas vezes, mas acontece. Há alturas da vida em que pego num livro e me é difícil acabar de lê-lo, pelas mais variadas razões. No entanto, não tenho por hábito desistir, nem começar a ler outro (não me dá muito jeito ler mais do que um livro em simultâneo). Aconteceu-me, por exemplo, há uns anos com "Viver para Contá-la" de Gabriel Garcia Marquez.
Voltando a "A Sombra do Vento", a história de Daniel, da caneta de Victor Hugo, e do seu Júlian Carax começou por me encantar, depois perdi-me, comecei a achar demasiada fantasia, um enredo algo inverosímel, mas depois deu-se o "clic" - o livro agarrou-me novamente e o desfecho foi surpreendente, mas tornou tudo claro e lógico, uma trama magistralmente tecida. É aqui neste pormenor que, na minha modesta opinião, se distinguem os grandes escritores, não desiludem, sustentam e superam as nossas expectativas.
E assim se fechou o ciclo, com a cumplicidade e a magia de um pai e um filho a caminho do Cemitério dos Livros Esquecidos...
PS - agora vou dedicar-me ao "Caim" de Saramago, estou muito curiosa!
O que me aconteceu com este livro acontece-me poucas vezes, mas acontece. Há alturas da vida em que pego num livro e me é difícil acabar de lê-lo, pelas mais variadas razões. No entanto, não tenho por hábito desistir, nem começar a ler outro (não me dá muito jeito ler mais do que um livro em simultâneo). Aconteceu-me, por exemplo, há uns anos com "Viver para Contá-la" de Gabriel Garcia Marquez.
Voltando a "A Sombra do Vento", a história de Daniel, da caneta de Victor Hugo, e do seu Júlian Carax começou por me encantar, depois perdi-me, comecei a achar demasiada fantasia, um enredo algo inverosímel, mas depois deu-se o "clic" - o livro agarrou-me novamente e o desfecho foi surpreendente, mas tornou tudo claro e lógico, uma trama magistralmente tecida. É aqui neste pormenor que, na minha modesta opinião, se distinguem os grandes escritores, não desiludem, sustentam e superam as nossas expectativas.
E assim se fechou o ciclo, com a cumplicidade e a magia de um pai e um filho a caminho do Cemitério dos Livros Esquecidos...
PS - agora vou dedicar-me ao "Caim" de Saramago, estou muito curiosa!





