sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Profecia Celestina

Na segunda entrada que escrevi neste blog, disse que falaria aqui dos livros que me viessem parar às mãos, os que encontrassem o caminho até mim e foi precisamente o que me aconteceu com este livro.
Noutra altura da minha vida talvez não me tivesse despertado a mínima atenção, mas, a pouco e pouco, cruzou-se no meu caminho. Lembro-me vagamente de uma amiga me ter falado neste livro... não liguei. Um aluno perguntou-me se já tinha lido, respondi que não. Até que, já não sei a que propósito, uma outra amiga falou-me precisamente neste livro. Disse-me que ele despertava sentimentos contraditórios. Uma pessoa que ela conhece odiou o livro e outra adorou-o, considerando-o quase uma Bíblia, quanto a ela, viu-o como um livro de ficção, mas com aspectos que a fizeram pensar - como a afirmação de que as pessoas que se cruzam nas nossas vidas trazem-nos sempre algo de novo, de especial. Fiquei a pensar naquilo... mas depois esqueci. Passadas umas semanas, num hipermercado, ao passar pela incontornável secção dos livros, deparei-me com o dito cujo livro - e pronto, comprei-o. Comecei a lê-lo, fui lendo a pouco e pouco, como se o saboreasse, julgo eu. Uma espécie de terapia, de paragem diária para reflexão.
Agora que estou prestes a chegar ao fim e já conheço parte da nona revelação, concluo que é um livro interessante. Não uma Bíblia, não um livro que odeie, mas definitivamente um livro que faz pensar e isso, quanto a mim, é bom! Um livro que dá uma imagem positiva da evolução espiritual da humanidade, que nos faz acreditar no ser humano e no seu lado bom ("No próximo milénio" - este que vivemos - "a vida ter-se-á tornado uma coisa totalmente diferente daquilo que é hoje." "um mundo humano onde toda a gente vive a um ritmo mais lento e se tornou muito mais atenta").
Quanto às teorias que defende, são muitas, algumas mais controversas que outras - em relação ao facto de defender que as pessoas que se cruzam connosco na vida têm sempre algo para nos dar - concordo, afinal a vida é uma aprendizagem permanente, podemos é não estar dispostos a aprender. No que diz respeito às coincidências que na história se defende que não existem, o que existe é um plano maior que permite essas mesmas coincidências, é mais controversa, mas a verdade é que nos pode pôr alerta para pormenores a que noutra ocasião não dariamos atenção.
O balanço que faço é, então, muito positivo, porque é um livro a que não se fica indiferente e que nos faz dar valor à vida e ao ser humano, independentemente da qualidade que possa ou não ter como obra literária. Gostei!

P.S. - Acrescento apenas, a título de curiosidade, que escrever este comentário foi difícil. Ao longo da leitura do livro, surgiram-me mil ideias, mas, quando decidi escrevê-las, foi complicado. Até nisso para mim foi um livro diferente.

1 comentário:

Marta disse...

Olá

Também eu já estive para adquirir este livro varias vezes e acabei sempre por o devolver a prateleira. Mas, depois de ler o seu comentário fiquei muito curiosa e vou adquirir.

Obrigada pela sugestão e boas leituras.

Beijinho