sexta-feira, 12 de junho de 2009

A Virgem Cigana


Descobri este livro numa das minhas idas às compras num hipermercado. Como não podia deixar de ser, passei, como é meu hábito, pela secção dos livros, onde gosto de parar, olhar, pegar em alguns livros, ler a contracapa ou as badanas. Devo dizer que, comigo, o marketing é muito eficaz, porque as capas e os títulos seduzem-me com muita facilidade. Foi assim que trouxe comigo este "Virgem Cigana" de Santa Montefiore. Além da própria autora me despertar a curiosidade e nunca ter lido nada dela, a capa deste livro e o seu título conquistaram-me.
Li-o agora, nos dois últimos dias. É fácil de ler e a história é envolvente. Embora o ponto de vista da acção seja masculino, através de Mischa, um francês, filho de pai alemão, que se torna americano, a verdade é que a escrita me parece tipicamente feminina. É então a história de Mischa e da sua mãe Anouk (aqui veio-me à memória Joanne Harris, mas o estilo não me parece assim tão semelhante). A acção oscila entre o passado - 1948, o pós-guerra, em França - e o presente - 1985, Estados Unidos da América. É uma viagem de Mischa ao passado, pela memória e geograficamente, é a personagem em busca de si próprio após a morte da mãe. Uma viagem que explica o título do livro (para mim de forma surpreendente), que nos leva a ver os dois lados da II Guerra Mundial, em que nem todos os alemães foram cruéis, nem todos os aliados (neste caso os franceses) foram humanos. É também uma história de esperança, de um homem que se julgava vazio pelas desilusões da vida e encontra o amor da forma mais surpreendente e que, no entanto, esteve sempre lá.
Uma leitura agradável e interessante. Gostei e quero ler outros livros da autora!

2 comentários:

Miar à chuva disse...

Este é um livro cuja capa me atraiu de imediato! Espero lê-lo em breve ;-)

do blog Vidas Desfolhadas
http://vidasdesfolhadas.blogspot.com/

Magda E. disse...

estou a ler este livro neste momento... e ainda não cheguei ao ponto de o achar surpreendente mas creio que já falta pouco. Tb desconhecia a autora e tb o encontrei numa das voltas pelo hiper.